Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Fez o mundo para ele cuidar do mundo. Deu-lhe direito ao céu e à felicidade. Mas o homem não entendeu a vontade de Deus. Recusou Deus e quis dominar o mundo, sob incentivo do demônio. As conseqüências do pecado original se estenderam a todos os homens em todos os tempos.
O pecado original foi capaz de obscurecer a imagem de Deus no homem, mas não de apaga-la. A humanidade ofereceu, durante toda a sua história, sacrifícios para sua purificação. Mas era necessária outra vítima, mais santa e mais pura, que havia de continuar a sacrificar-se até o fim do mundo, vítima que fosse capaz de pagar o que devemos a Deus. Como se uma ponte, que unisse o céu e a terra fosse quebrada e só pudesse ser restabelecida a partir do céu. Esta santa vítima é o próprio Jesus Cristo, Deus como seu Pai e homem como nós.
Enquanto homem, Jesus Cristo pagava a dívida dos homens para com Deus e enquanto Deus, o seu sacrifício tinha dimensão infinita, proporcional à ofensa do homem, podendo dar plena satisfação à justiça divina. Golpe de mestre.
Algo tão grande e mágico deveria poder ser revivido todos os dias. E pode! Milagre. Deus se oferece todos os dias, por nós, no sacrifício do altar da Santa Missa. “Fazei isto em memória de mim.” Jesus referia-se a nos unirmos à ele na conversão do pão e vinho no seu Corpo e Sangue. Prometeu ainda o Espírito Santo para, através da Igreja, nos mostrar o que isso significava.
Hoje, entramos na bola do tempo e chegamos nesse calvário mágico da Santa Missa. Explicar essa magia é quase impossível, entende-la é fundamental para qualquer um que queira pode afirmar-se cristão.
domingo, 26 de agosto de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)